O POVO NÃO É INOCENTE A parábola das árvores em Juízes, capítulo nove, versículos de sete a quinze. A responsabilidade de quem escolhe seus governantes Em tempos de eleição, uma das experiências mais desconcertantes para quem leva a democracia a sério é perceber que o resultado das urnas nem sempre corresponde àquilo que se esperava de uma sociedade madura. Pessoas que manifestam desprezo pelos valores democráticos podem receber expressiva votação; candidatos autoritários podem ser apresentados como defensores da liberdade; pessoas envolvidas em práticas de corrupção podem continuar encontrando amplo apoio; discursos de ódio podem ser transformados em linguagem política legítima; e propostas que ameaçam direitos fundamentais podem receber o apoio daqueles que, paradoxalmente, também serão atingidos por elas. Diante desse fenômeno, surge inevitavelmente uma pergunta: por que as pessoas escolhem, algumas vezes, os piores para governá-las ou representá-las? A resposta mais imediata c...
"P erto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo." (Jo 19,25-27) Uma das principais características da fé cristã é a criatividade. A capacidade de pensar, repensar a vida cristã e vivê-la no cotidiano, faz da fé um elemento fundamental na busca do sentido. Porém, por vezes, muita criatividade pode nos afastar do essencial e nos fazer ocupar com elementos secundários que turvam a visão da própria fé. Nosso amor por Maria se dá em relação ao nosso profundo amor por Jesus. É Ele quem nos dá Maria por mãe (Jo 19,25-27). Há momentos em que o nosso frágil amor “cega” e, assim, desvinculamos Maria, primeira e maior discípula, de Jesus, nosso Mestre e Senhor. Da mesma forma que na Trin...