O POVO NÃO É INOCENTE A parábola das árvores em Juízes, capítulo nove, versículos de sete a quinze. A responsabilidade de quem escolhe seus governantes Em tempos de eleição, uma das experiências mais desconcertantes para quem leva a democracia a sério é perceber que o resultado das urnas nem sempre corresponde àquilo que se esperava de uma sociedade madura. Pessoas que manifestam desprezo pelos valores democráticos podem receber expressiva votação; candidatos autoritários podem ser apresentados como defensores da liberdade; pessoas envolvidas em práticas de corrupção podem continuar encontrando amplo apoio; discursos de ódio podem ser transformados em linguagem política legítima; e propostas que ameaçam direitos fundamentais podem receber o apoio daqueles que, paradoxalmente, também serão atingidos por elas. Diante desse fenômeno, surge inevitavelmente uma pergunta: por que as pessoas escolhem, algumas vezes, os piores para governá-las ou representá-las? A resposta mais imediata c...